Desastres na Mídia
2024 - Atual: Monitoramento sobre saúde de populações atingidas por desastres: O uso do Sigdesastre como ferramenta para gestores e população
O projeto tem por objetivo dar continuidade ao desenvolvimento do sistema incluindo dados epidemiológicos que poderão gerar indicadores que possibilitarão realizar análise da relação entre a exposição desse assunto na mídia e os dados epidemiológicos emitidos. A metodologia inclui levantamento dos dados epidemiológicos do município de Linhares, sobre Mortalidade e Internação segundo causas específicas, estudos sobre a inserção destes dados no sistema, desenvolvimento tecnológico das ferramentas de cruzamento entre os dados notícia e os dados epidemiológicos dentro do SIGdesastre. Ao final realizar-se-á a divulgação desses dados junto a população desse município, incentivando o uso do sistema, além de sensibilização dos gestores. Espera-se que os avanços a serem incorporados nas novas versões do SIGDesastre o aproxime das populações atingidas e o consolide como uma ferramenta promotora de boas práticas sociais, além de funcionar como um espaço de memória dos desastres a ser acessado por essa população.
2022 - 2023: Avaliação da usabilidade por lideranças femininas de comunidades atingidas por desastre, de um sistema de monitoramento de informação na internet: Implementando melhorias no SIGDesastre
As comunidades ribeirinhas localizadas na calha do Rio Doce ainda sofrem as consequências do rompimento da Barragem de Fundão, ocorrido em 2015, na cidade de Mariana, que espalhou mais de 50 milhões de rejeitos de mineração por toda a bacia. Desde 2021, um Sistema de Monitoramento de Informação sobre desastre (SIGDesastre), coleta notícias a partir de palavras-chaves e sites pré-definidos, com uso de um mecanismo robô, no intuito de reunir informações e disponibilizá-las em um endereço eletrônico de acesso aberto ao público em geral. O presente projeto tem por objetivo avaliar o uso do sistema por parte das comunidades atingidas, mais especificamente, por lideranças femininas. O desenvolvimento de atualizações e novas versões do SIGDesastre se dão a partir da utilização e da construção coletiva, baseado nos princípios da co-produção do conhecimento de Sheila Jasanoff e na ecologia de saberes de Boaventura de Souza Santos. Além disso, por ser uma pesquisa realizada por mulheres e com mulheres lideranças das comunidades atingidas, pretende-se discutir por meio de grupos focais os atravessamentos das questões de gênero nas ações durante e pós-desastre, bem como na própria utilização do sistema de monitoramento por elas. A metodologia a ser aplicada será baseada em testes de usabilidade para avaliação da utilização de ferramentas, de relatórios para a análise de dados e possíveis indicadores na área da saúde. Espera-se que os avanços a serem incorporados nas novas versões do SIGDesastre o aproxime das populações atingidas, principalmente nas lideranças femininas desses territórios, e o consolide como uma ferramenta promotora de boas práticas sociais, além de funcionar como um espaço de memória dos desastres a ser acessado por essa população.
2018- 2021: Acompanhamento, monitoramento e análise de informação da saúde da população ribeirinha pós-desastre: O SIGDESASTRE (Sistema de Monitoramento da Informação sobre desastre)
Considerado por pesquisadores como um dos maiores desastres no mundo com estas características, o rompimento da barragem de Fundão em Novembro de 2015, em Mariana, atingiu toda a bacia do Rio Doce. A necessidade de pesquisas e acompanhamento da situação dessa população atingida é urgente.Tanto que em 2019 outro desastre de grande proporção atingiu o município de Brumadinho/MG, causando a morte de mais de 200 pessoas e acarretando problemas socieconomicos e ambientais em toda bacia do Rio Paraopeba. Com relação à saúde, os efeitos desses desastres persistem por um longo tempo e o aumento na procura desses serviços, já é uma realidade.O projeto teve como objetivo a construção e implementação de um sistema de monitoramento da informação na internet que ofereça aos gestores do SUS subsídios para analisar as informações divulgadas no período pós-desastre, com relação à saúde da população atingida, principalmente a população ribeirinha, e possibilite a realização de ações continuadas a fim de reduzir a exposição da população e dos profissionais de saúde aos riscos e agravos decorrentes de desastres. A metodologia utilizada abarcou a identificação dos atores envolvidos no processo, o levantamento das fontes (informações oficiais, notícias e midias sociais e a produção científica) pós-desastre a fim de monitorar e reunir as informações emitidas sobre o desastre, a criação da ferramenta e os dados levantados proporcionaram a concentração de informações em um único lugar e poderão auxiliar a implantação de novos procedimentos e aprimoramento no SUS, especialmente nas questões envolvendo a vigilância em saúde ambiental, trazendo benefícios para a saúde desta população tão vulnerável.
2018 - 2021: Comunicação de Riscos, Desastres e a Saúde Coletiva
A proposta do projeto é compreender as relações entre a Comunicação Social, Saúde Coletiva, riscos e desastres. Mais especificamente, objetiva-se compreender o papel da midiatização dos desastres no Estado do Espírito Santo (ES) e Portugal. Além disso, o projeto visa discutir as aproximações entre Portugal e Brasil na comunicação dos riscos e desastres. O projeto foi desenvolvido com a parceria do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa.
