Estudo mostra redução dos recursos financeiros para a atenção básica no município de Vitória

Os recursos federais direcionados para a atenção básica foram reduzidos em 43,47% ao ano entre 2009 e 2019
Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Espírito Santo analisou em um período de 10 anos o investimento municipal na área da atenção básica à saúde. A atenção básica caracteriza-se por ser a “porta de entrada” dos usuários no SUS.
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) são onde ocorrem os primeiros atendimentos, que buscam prevenir, orientar e acompanhar a possibilidade de piora das doenças, assim como encaminhar os casos mais graves aos hospitais e centros de especialidades.
O subsídio da saúde em relação à atenção básica, tem sido um desafio enfrentado pelos sistemas municipais de saúde, em que a maior parte do dinheiro destinado ao atendimento primário é repassado pelo governo federal. O estudo revela que houve uma redução considerável ao longo dos anos.
O gasto médio com atenção básica foi de R$93,13 por habitante ao ano, o que representou, 8,52% do total gasto por habitante com saúde do município. A despesa com recursos próprios, correspondeu a média de R$811,02 habitante/ano, o que representou 74,28% do gasto total per capita do município, indicando que boa parte desses recursos repassados são destinados a gastos com despesas correntes e pagamento de pessoal.
A pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo destaca a importância de políticas públicas consistentes e de longo prazo, que assegurem recursos adequados e estáveis para a atenção básica, fortalecendo assim o Sistema Único de Saúde (SUS).
Estudo realizado por: MARILENE GONÇALVES FRANÇA
Orientador: ADRIANA ILHA DA SILVA
Detalhes da pesquisa: Saúde Coletiva (ufes.br)
Imagem: Agência Brasil