Análise dos casos notificados de violência sexual contra a população adulta

Mulheres solteiras que residem na área urbana do estado correm mais risco
Pesquisa realizada no Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva da Ufes (PPGSC) identificou que a prevalência da violência sexual na população adulta do Espírito Santo ocorre mais frequentemente em mulheres adultas jovens, que não possuem companheiros e que residem em áreas mais urbanizadas das cidades.
Trata-se de um estudo epidemiológico, analítico do tipo transversal, realizado com dados das notificações do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (SINAN) do estado do Espírito Santo, de 2011 a 2018. Os dados foram extraídos do sistema pela Secretaria Estadual de Saúde em setembro de 2019.
Os resultados apresentados mostram que 6,2% das notificações de violência interpessoal entre adultos foram tipificadas como sexual. Além disso, a vitimização foi cerca de seis vezes mais prevalente entre pessoas do sexo feminino, com faixa etária de 20 a 29 anos, e quase duas vezes mais prevalentes entre aqueles que não possui companheiro. Foi observado que esse tipo de violência está associado ao fato de a vítima residir em zona urbana ou periurbana, a partir de agressores com mais de 25 anos de idade, com a ocorrência em via pública e apenas um autor por crime. A agressão por desconhecidos foi cerca de nove vezes mais prevalente do que no grupo de agressores que possuíam algum vínculo com a vítima.
Por meio da publicação, as autoras esperam contribuir para poder subsidiar ações estratégicas de enfrentamento à violência na população adulta, contribuindo, de maneira direta, para a redução dos índices negativos no cotidiano do capixaba, uma vez que esse tipo de ocorrência ou situação é extremamente preocupante para a saúde como um todo para as pessoas afetadas, diretamente ou indiretamente.
Estudo realizado por: Karina Fardin Fiorotti
Detalhes da pesquisa: Saúde Coletiva
Imagem: FreePik